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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Reflexões sobre a cena musical da cidade de João Pessoa-PB

Tenho ouvido falar que João pessoa está "bombando", que a música está em cada canto, que todo mundo está produzindo, etc,etc,etc... É isso aí, João Pessoa está em uma fase muito boa mesmo, pois as pessoas estão perdendo o medo de divulgar seus trabalhos!!! vamos lá Músicos, mostrem sua cara! e além disso os músicos estão começando a entender que não precisam ser escravizados pelos donos de bares, os espaços para fazer música estão se abrindo cada dia mais, mas precisamos criar o hábito nas pessoas de irem ver boa música e pagar por isso, afinal a gente vai no Mc'Donalds e paga 25 reais num sanduíche, mas não quer pagar 15 reais para ir ver um espetáculo seja de música ou de qualquer outra arte... vamos lá!!! coragem, vamos quebrar esta lógica insana e apreciar nossos artistas respeitando sua arte!!!! eu to nessa, e você? e tem mais, precisamos começar a mostrar a iniciativa privada que somos capazes de levar público aos lugares, que somos merecedores de apoio, incentivo, patrocínio, que a nossa música leva pessoas pensantes aos lugares, pessoas que são realmente capazes de interferir na opinião pública, e ainda de quebra, conseguimos chegar num público que as vezes tem sido massacrado pela cultura de massa, que visa somente o lucro, e essas pessoas também são capazes de se emocionar com o nosso som e talvez até reconhecer que a música precisa ter mais que uma batida envolvente e uma bunda rebolando na frente... mas tem um detalhe aí, é preciso que se faça a coisa direito, não é mais cabido que se faça música de qualquer jeito, sem ensaios, sem respeito pela própria música e pelos outros, vamos respeitar primeiro para podermos ser respeitados, acho que esse é um caminho mais sóbrio a se seguir em busca de uma realidade efetivamente melhor para o mercado de trabalho na área de música da nossa cidade, do nosso País e do Mundo!!!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Projeto "Música na Sexta" por Helinho Medeiros e Dennis Bulhões

Encontro entre músicos, estudantes de música, apreciadores ou simples expectadores, freqüentemente acontece mundo afora, e nos mais diversos e diferentes espaços. Observando a cena musical do estado da Paraíba, o projeto “Música na Sexta" visa movimentar este grande celeiro de profissionais da musica que é o nosso estado, buscando realizar encontros mensais e abrindo espaço para que os membros de toda comunidade paraibana assim como de outros estados, exponham seus trabalhos podendo ser em forma de recitais, shows, palestras, clinicas, workshops, debates, aulas, ou qualquer outro evento relacionado a música, seja ele de cunho “erudito ou popular”.
O projeto está sendo realizado com o apoio de integrantes do departamento de música da UFPB - Universidade Federal da Paraíba, alunos e professores e neste momento estamos buscando patrocinadores para que o evento possa tomar proporções ainda maiores.
O projeto “Música na Sexta", está sendo realizado no auditório Gerardo Parente, do Departamento de Música da UFPB, uma sexta à cada mês, às 11h.
O projeto justifica-se pela escassa movimentação musical na cidade, assim como pela ausência de um espaço para se escutar, conversar, aprender, ensinar, discutir e fazer música. O músico terá um espaço para divulgar seu trabalho, apresentar e discutir as suas idéias.
O "Música na Sexta" visa Propiciar aos apreciadores da música um lugar onde se possa escutar e discutir sobre o assunto, além de gerar um intercâmbio cultural entre músicos da Paraíba e de todo Brasil.
No último dia 13(Sexta-feira), iniciamos o projeto com a participação do Remandiola Trio e convidados, uma manhã linda, onde aproximadamente 100 pessoas, músicos e leigos, lotaram o auditório Gerardo Parente para apreciar uma música de qualidade e com certeza saíram de lá satisfeitos e com gostinho de quero mais.
Dando continuidade ao projeto Música na Sexta, dia 10 de junho teremos Eduardo Taufic Trio, com Airton Guimarães ao baixo e Darlan Marley no comando das baquetas. Contamos com sua presença!! vai ser imperdível!!!!!!
Eu vou!!!! Venha você também!!! pra quem ainda não conhece, Eduardo Talfic é um dos maiores pianistas do País, reside em Natal-RN, onde além de dedicar-se ao Piano, ocupa-se da prudução de inúmeros artistas. É um músico de Altíssimo nível acompanhado por uns caras que são daí pra mais!!!! Vale muito a pena vir!!!!

Algumas formas musicais: Diferenças e traços de distinção.

Com a chegada do Período romântico, embora se continuasse a compôr peças maiores, deu-se preferência a pequenas peças inspiradas em danças e com fortes influências em períodos anteriores, principalmente o Barroco, mais especificamente a música de J.S. Bach. Dessa maneira surgiram ou “re-surgiram” peças características das quais falarei abaixo, procurando relevar suas diferenças e afinidades.
Os Prelúdios são originalmente peças de introdução a uma obra, foram utilizados por Bach para introduzir as fugas e suítes. Chopin compôs os famosos 24 prelúdios op. 28, onde se nota a forte influência de Bach, já que ele costumava se debruçar no Cravo bem temperado, todos os dias em seu estudo diário.
As Mazurkas, assim como as polonaises, são peças baseadas em danças tradicionais Polacas. A dança mazurka nasceu na cidade de Warsaw; seu nome deriva dos Mazurs, que eram os habitantes daquela região. Tem como características, o compasso ternário com o segundo ou terceiro tempo do compasso acentuado e o modo lídio com o quarto grau elevado que é característico da música polonesa e das mazurkas de Chopin.
As Polonaises derivam de uma dança polonesa e foi dos franceses que receberam este nome. Inicialmente era uma dança tradicional da nobreza, mas com Chopin ganharam força e se tornaram um símbolo do nacionalismo polonês.
A Fantasia é uma peça que nasceu na renascença e tem como característica o contraponto com uma grande dose de imitação entre as partes. No romantismo ganhou um caráter mais livre nas obras de Chopin, Schubert e Schumann.
A Ballade recebeu pela primeira vez este nome em uma peça instrumental por Chopin e se caracteriza pelo encanto das baladas narrativas combinados com uma espontaneidade impressionante e as inflexões da harmonia e da forma, que são um traço característico de Chopin enquanto compositor.
O Intermezzo ou “interlúdio”, é originalmente uma peça curta de caráter ligeiro e é usada entre peças maiores. Assim como a balada e a fantasia, ganhou muito harmonicamente com o romantismo, principalmente com Chopin.
Ao traduzirmos a palavra Impromptu, chegamos a “improviso”, traço característico deste tipo de peça, que é tradicionalmente pianística, tem duas partes e está estruturada de forma ternária (ABA).
Percebe-se que não podemos falar dessas peças sem falar de Chopin, que foi um grande compositor e pianista e tratou de popularizar estes estilos de peças, e o mais importante, imprimiu sua identidade com harmonias rebuscadas, pouco comuns naquela época. O período Romântico foi sem dúvida um dos períodos mais criativos da historia da música ocidental e abriu as perspectivas de forma e harmonia para a modernidade. As formas musicais faladas anteriormente mostram características desse período e suas particularidades, como a liberdade de forma e a expressão mais intensa da emoção revelando os sentimentos e pensamentos mais profundos, tanto a alegria como as dores, além do nacionalismo tão encontrado nas polonaises de Chopin. Assim podemos perceber quanto há em comum nessas formas e também suas diferenças mostrando toda a riqueza e diversidade do período Romântico.



Referencias bibliográficas:
BENNET, Roy. Uma breve historia da Música (History of Music). Tradução:
MariaTeresa Resende Costa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1986.
GROUT, Donald J. & PALISCA,Claude V. Historia da música ocidental (A History
of Western Music), Tradução: Ana Luisa Faria. Lisboa: Gradiva Ed., 2001.
http://www.sunrisemusics.com/discografia5.html (em 06-dez-2010)
http://oserdamusica.blogspot.com/2010/08/frederic-chopin-1810-1849-mazurkas-
cds.html (em 06-dez-2010)
http://oliver.psc.br/musica/chopin.htm (em 06-dez-2010)
http://pt.wikilingue.com/es/Impromptu (em 06-dez-2010)
http://www.classicos.hpg.ig.com.br/generos.htm (em 02-dez-2010)

Didática: Fundamentos e Princípios

Nos dias de hoje é comum o uso do termo “Didática” para definir se um determinado professor é um bom transmissor dos conhecimentos de sua disciplina. Ouve-se muito falar em “esse professor tem didática” ou “o professor não tem didática, ninguém aprende”, mas, na verdade, qual seria a real abrangência do termo “Didática”?
O termo didática originou-se de uma expressão grega que pode ser traduzida como arte ou técnica de ensinar. O termo generalizou-se no mundo ocidental moderno a partir da obra do pastor luterano J.A. Comenius com seu livro, Didactica Magna: a arte de ensinar tudo a todos, de 1630. Considerado por muitos o pai da didática moderna, foi o primeiro educador do ocidente a se interessar pela relação ensino-aprendizagem, percebendo que existem diferenças entre o ensinar e o aprender.
No Brasil, a tradição dos estudos em educação do termo didática, corresponde a uma região intermediária entre, Sociologia da Educação, Historia da Educação, Filosofia da Educação e Psicologia da Educação. Nessa linha psico-filosófica entende-se que professor e o aluno são os protagonistas deste conjunto de processos que seria a Didática. A partir daí se começou a pensar a pratica pedagógica fundamentando-a na concepção de vida e sociedade do professor. Ele realiza atividades nas escola que fazem parte de seu cotidiano, seguindo várias diretrizes, pois essas práticas destinadas a sala de aula ainda hoje são orientadas por teorias pedagógicas que marcaram a história educacional no Brasil.
Segundo Saviani (2002) essas teorias pedagógicas se dividem em dois grupos: teorias não-críticas e teorias critico-reprodutivistas e apresenta idéias que se dividem em cinco enfoques: tradicional, escolanovismo, tecnicismo, critico-reprodutivista e histórico-crítica.
A educação escolar no Brasil iniciou-se com os jesuítas, por maio da Pedagogia Tradicional que não contribuía com a transformação da vida social e econômica do País, se mantendo até 1759 quando a companhia de Jesus foi expulsa. Essa expulsão passou o poder da educação para a burguesia mas não mudou o tipo de pedagogia utilizada.
Foi a partir da inspiração filosófica do humanismo moderno e com a criação da Associação Brasileira de Educação, em 1924, que começa a surgir a Pedagogia Nova, fazendo duras criticas à pedagogia Tradicional. Essa tendência ganhou forma no Brasil através do projeto da primeira lei de Diretrizes e Bases da Educação, quando escolanovistas e representantes católicos puderam definir os caminhos da educação Brasileira.
Saindo um pouco deste perfil histórico da educação no Brasil, podemos nos questionar sobre a verdadeira função do professor no processo de ensino-aprendizagem, mas quero voltar ao início de tudo, quando se está formando este profissional que irá trabalhar com todas essas ferramentas que a Didática proporciona para a “arte de ensinar”.
A vida acadêmica do aluno de licenciatura tem particularidades que só um curso de licenciatura pode oferecer, está formando professores. Mas que professores são esses? que tipo de alunos iremos “ensinar”? em que contexto escolar estaremos inseridos? É a partir desses questionamentos que irei lançar um olhar sobre o processo educacional de formação do professor e buscar inter-relações entre a Filosofia e a Didática para uma melhor forma de Educar refletindo sobre a dificuldade de se ensinar num tempo de globalização e tentar apontar alguns caminhos possíveis a seguir, no sentido de “compreender o fenômeno educacional em todas as suas dimensões” (RIOS 2001).
Buscando na etimologia das palavras “Filosofia” e “Didática”, encontramos, no significado, o ponto de união entre esses dois saberes. Filosofia quer dizer “amigo do Saber”, ou “aquele que ama o Saber”, já a Didática quer dizer “a arte de ensinar”, mas teoricamente podemos supor que a “arte de ensinar” está naquele que “ama o Saber”. A partir dessas considerações podemos supor que o “Professor” seja o que domina essa arte e que ele tenha uma relação amorosa com ela, mas o que vemos hoje em dia é uma busca incessante pelo dinheiro, fazendo com que esse professor tenha uma carga horária massacrante, impedindo-o de desenvolver uma relação afetiva com sua profissão.
São alguns alguns desafios ao professor de hoje, são eles:
• Repensar a didática do ensino, através da revisão de conteúdos, material didático e o uso a tecnologia.
• Perceber as diferenças e particularidades dos diversos saberes, para fazer um uso inteligente da interdisciplinaridade.
• A busca de um equilíbrio na formação dos alunos, levando em conta suas capacidades e estimulando neles uma visão “crítica e criadora”(RIOS 2001).
Vejo claramente a necessidade de se criar um diálogo entre a Didática e outros saberes da docência, ou seja a interdisciplinaridade, para propiciar um ensino de melhor qualidade, buscando na Filosofia, um olhar mais amplo, profundo e crítico sobre a educação, sociedade, enfim, sobre a própria vida.
Pode-se perceber os vários caminhos trilhados em busca de uma pratica pedagógica interessante e que possa obter resultados satisfatórios na relação professor-aluno, mostrando que só há ensino se houver aprendizagem e que isso não é responsabilidade somente do professor, mas também dos alunos e da escola como um todo. As atividades em sala de aula que privilegiam a coletividade e a participação do aluno, mantém a atenção e dinamizam o processo de assimilação do conhecimento.
A partir destas reflexões, percebo com mais clareza a grandiosidade do ensino e os desafios que se formam à minha frente no sentido de buscar o “fazer diferente”, aberto aos vários saberes e as novas perspectivas do ensino que permeiam o nosso tempo, atento as novas tecnologias como elementos importantes no auxílio do ensino nos dias de hoje.


Referências
RIOS, Terezinha Azerêdo. Compreender e ensinar: por uma docência de melhor qualidade. São Paulo: Cortez, 2001. P. 35-62.
GHIRALDELLI, Jr Paulo. Didática e teorias educacionais, Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
REIS, Maria da Conceição. Abordagens e Prática Pedagógica, 2006. Mimeo.
MUSICALIZAÇÃO ATRAVÉS DO ENSINO COLETIVO DO TECLADO/PIANO – MECT: RELATO DE EXPERIÊNCIA NA PRODUÇÃO DE ARRANJOS MUSICAIS PARA EXECUÇÃO NAS AULAS COLETIVAS.

Hélio Giovanni Medeiros da Silva (colaborador) – UFPB
Josélia Ramalho Vieira (coordenadora) – UFPB

Resumo:

A partir da experiência enquanto colaborador junto ao LECT – laboratório de ensino coletivo de teclado/piano, pude perceber a escassez de partituras escritas para vários pianos, uma necessidade latente, visto que a nossa turma tem doze alunos e precisávamos desse material para o bom desenvolvimento das atividades em sala de aula.
Com o intuito de sanar este problema e fundamentado na minha experiência enquanto arranjador, procurei desenvolver arranjos específicos para o laboratório, utilizando a princípio peças “folclóricas” e num segundo momento, a utilização de peças do repertório popular e erudito, sempre para vários pianos e por vezes para pianos a quatro mãos.
Na elaboração dos arranjos, procurei dividir as partes por níveis de dificuldade, porque quando falamos de aula coletiva, entendemos que há alunos como níveis técnicos distintos e que precisam ser respeitados. Seguindo esta linha de raciocínio, iniciei a produção do arranjo partindo do piano (01), bem simplificado com pouca divisão rítmica e sem o uso de acordes; o piano (02) já apresentando um nível um pouco mais avançado com acordes de tríades e com pequenos movimentos rítmicos; o piano (03) apresentando a melodia e pequenos contrapontos em alguns poucos momentos e o piano (04) com dificuldade técnica razoável que pode ser tocado monitor ou até mesmo pelo professor. Cada piano pode ser dividido em quatro mãos o que possibilita uma maior quantidade de alunos tocando a mesma música. Alem dessas uatro partes, escrevo também parte opcionais com o baixo, guitarra e bateria, que podem ser executados por alunos da turma que eventualmente toquem estes instrumentos ou colocando o som respectivo do instrumento no teclado e executando o que está escrito.
Ao executar os arranjos em sala de aula pudemos comprovar a sua eficácia em juntar alunos de vários níveis tocando juntos, fazendo música e desenvolvendo habilidades cognitivas. É notório o avanço dos alunos quando tocam dessa forma pois percebem que podem se inserir em um contexto musical e produzir uma sonoridade mesmo com níveis técnicos diferentes, viabilizando a proposta do ensino coletivo do nosso laboratório.