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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Algumas formas musicais: Diferenças e traços de distinção.

Com a chegada do Período romântico, embora se continuasse a compôr peças maiores, deu-se preferência a pequenas peças inspiradas em danças e com fortes influências em períodos anteriores, principalmente o Barroco, mais especificamente a música de J.S. Bach. Dessa maneira surgiram ou “re-surgiram” peças características das quais falarei abaixo, procurando relevar suas diferenças e afinidades.
Os Prelúdios são originalmente peças de introdução a uma obra, foram utilizados por Bach para introduzir as fugas e suítes. Chopin compôs os famosos 24 prelúdios op. 28, onde se nota a forte influência de Bach, já que ele costumava se debruçar no Cravo bem temperado, todos os dias em seu estudo diário.
As Mazurkas, assim como as polonaises, são peças baseadas em danças tradicionais Polacas. A dança mazurka nasceu na cidade de Warsaw; seu nome deriva dos Mazurs, que eram os habitantes daquela região. Tem como características, o compasso ternário com o segundo ou terceiro tempo do compasso acentuado e o modo lídio com o quarto grau elevado que é característico da música polonesa e das mazurkas de Chopin.
As Polonaises derivam de uma dança polonesa e foi dos franceses que receberam este nome. Inicialmente era uma dança tradicional da nobreza, mas com Chopin ganharam força e se tornaram um símbolo do nacionalismo polonês.
A Fantasia é uma peça que nasceu na renascença e tem como característica o contraponto com uma grande dose de imitação entre as partes. No romantismo ganhou um caráter mais livre nas obras de Chopin, Schubert e Schumann.
A Ballade recebeu pela primeira vez este nome em uma peça instrumental por Chopin e se caracteriza pelo encanto das baladas narrativas combinados com uma espontaneidade impressionante e as inflexões da harmonia e da forma, que são um traço característico de Chopin enquanto compositor.
O Intermezzo ou “interlúdio”, é originalmente uma peça curta de caráter ligeiro e é usada entre peças maiores. Assim como a balada e a fantasia, ganhou muito harmonicamente com o romantismo, principalmente com Chopin.
Ao traduzirmos a palavra Impromptu, chegamos a “improviso”, traço característico deste tipo de peça, que é tradicionalmente pianística, tem duas partes e está estruturada de forma ternária (ABA).
Percebe-se que não podemos falar dessas peças sem falar de Chopin, que foi um grande compositor e pianista e tratou de popularizar estes estilos de peças, e o mais importante, imprimiu sua identidade com harmonias rebuscadas, pouco comuns naquela época. O período Romântico foi sem dúvida um dos períodos mais criativos da historia da música ocidental e abriu as perspectivas de forma e harmonia para a modernidade. As formas musicais faladas anteriormente mostram características desse período e suas particularidades, como a liberdade de forma e a expressão mais intensa da emoção revelando os sentimentos e pensamentos mais profundos, tanto a alegria como as dores, além do nacionalismo tão encontrado nas polonaises de Chopin. Assim podemos perceber quanto há em comum nessas formas e também suas diferenças mostrando toda a riqueza e diversidade do período Romântico.



Referencias bibliográficas:
BENNET, Roy. Uma breve historia da Música (History of Music). Tradução:
MariaTeresa Resende Costa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1986.
GROUT, Donald J. & PALISCA,Claude V. Historia da música ocidental (A History
of Western Music), Tradução: Ana Luisa Faria. Lisboa: Gradiva Ed., 2001.
http://www.sunrisemusics.com/discografia5.html (em 06-dez-2010)
http://oserdamusica.blogspot.com/2010/08/frederic-chopin-1810-1849-mazurkas-
cds.html (em 06-dez-2010)
http://oliver.psc.br/musica/chopin.htm (em 06-dez-2010)
http://pt.wikilingue.com/es/Impromptu (em 06-dez-2010)
http://www.classicos.hpg.ig.com.br/generos.htm (em 02-dez-2010)

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